Entrevista com Marcio Takenaka

Olá internautas, como vai?

Hoje é dia de entrevista! Na postagem de hoje entrevisto o autor do livro Demônios da Noite um livro de terror que fala sobre a história de um vampiro na cidade do Rio de Janeiro. Vamos conferir?

O Morro do Tubarão no Rio de Janeiro tem um novo traficante: Hashid. Conhecido como o demônio persa, este vampiro atravessa séculos de histórias e confrontos. E Gengis Khan, um importante rival desse passado conturbado, suspeita da presença dele na cidade maravilhosa e arquiteta um plano para destruí-lo. O número de mortes misteriosas aumenta, e atrai a atenção da polícia carioca, que acaba se envolvendo nesta trama de tráfico de drogas, e fabricação de armas e artigos bélicos. O confronto entre estes antigos inimigos incita o caos, o que pode tornar quase impossível manter em sigilo a existência de vampiros, até então preservada. A caçada parece não ter fim, e uma grande destruição pode estar a caminho.

Sinopse do livro
Capa do livro

1 – Desde mais novo, sempre gostei de histórias de vampiros, um dos meus filmes favoritos é o “Entrevista com o Vampiro”. Qual é o seu filme de vampiro favorito?

M. K. T.:  Gosto dos filmes baseados nos livros da Anne Rice, Blade, o anime Hellsing, mas os meus preferidos ainda são de Drácula, desde os mais antigos interpretados por Christofer Lee, o Drácula de Bram Stoker até o mais recente.

2 – O cenário principal da obra é o Brasil. Em algum momento pensou em tomar algum rumo diferente?

M.K.T.:  A conclusão se deu no Brasil, mais especificamente no Rio de Janeiro, mas o embate entre os personagens principais é secular e se arrasta desde a Pérsia antiga, tem passagem pela Segunda Grande Guerra e pela guerra do Vietnã.

3 – Quem você considera o Van Helsing de sua obra?

M. K. T.: No livro, não temos um caçador de vampiros específico, o vampiro vilão é combatido por parte da PM carioca que sabe da existência dele e por vampiros antigos que vêm em seu encalço.

4 – Se no universo de sua obra literária ocorresse um crossover com Drácula de Bram Stoker, quem ganharia uma batalha, Gengis Khan ou Drácula?

M. K. T.: Depende da vontade de quem escrever, neste caso, o escritor é todo-poderoso. Ele decide sobre a vida e a morte de seus personagens, e também pode trazê-los de volta à vida a seu bel prazer.

Porém, são dois vampiros antigos, e quanto mais antigos, mais poderosos. Ambos são guerreiros.

Vlad Tepes III combateu furiosamente o império Turco-Otomano ao ponto de se tornar temido e conhecido como ‘O Empalador’ enquanto humano.

Já Gengis Khan transformou seu império no maior de seu tempo em extensão territorial contínua, menor somente que o império Britânico, entretanto, o britânico não possuía territórios contínuos.

Acho que se um dia houvesse o crossover, o melhor seria coloca-los do mesmo lado, assim, não poria o escritor em maus lençóis para decidir um vencedor.

5 – Gosto muito da estória do surgimento dos vampiros que você adota em sua obra, o que tomou por base para chegar a esse ponto?

M. K. T.: A Bíblia, Gênesis. A parte onde diz que os anjos voltaram seus olhos para as filhas do homem e viram que elas eram belas. Aí entra a imaginação, anjos bons geraram neflins bons, já os maus… estes geram demônios! Um deles, filho de Lúcifer, eu chamei de vampiro original. Tão poderoso que é capaz de transmitir sua imortalidade para as suas criaturas.

6 – Temos um personagem histórico no livro que na vida real mudou o rumo de todo um continente e formou o maior império em extensão territorial contínua. Foi difícil encaixa-lo em seu livro? Por que Gengis Khan?

M. K. T.: Quando pensei em escrever Demônios da noite, já pensei de cara em Gengis Khan, um grande guerreiro. Sua sepultura até hoje não foi encontrada, não há provas de sua morte. Será que ele morreu? Ou estará de alguma forma ainda entre nós?

7 – Hashid é um personagem ímpar. O que lhe serviu de inspiração na construção desse personagem?

Quando eu conheci o Marcio em um evento de anime em Nova Iguaçu

M. K. T.: Infelizmente, a inspiração foi a própria maldade do ser humano. Assassinato, tráfico, estupro e todo tipo de violência. Um ser humano, já malvado por natureza, recebendo o poder das trevas só poderia fazer maldades. O poder corrompe os fracos.

8 – Tem algum livro que recomenda para os nossos leitores?

M. K. T.: Não posso recomendar um único livro, mas posso recomendar autores, não só de terror: Stephen King, Anne Rice, André Vianco, Arthur Conan Doyle, George R. R. Martin, J. K. Rowling, Agatha Christie…

9 – Pretende fazer alguma sequência ou mais alguma obra relacionada ao livro?

M. K. T.: Já tenho pronto um segundo livro com os mesmos personagens, que pode ser considerado uma continuação de Demônios da noite ou não, já que é uma estória independente, mas sem previsão de publicação. Tenho procurado (sem muito afinco) uma nova editora para publicar meus livros.

Tenho outras publicações: um conto na antologia da Quinta Barnasiana do Bar do Escritor, ‘Minha sogra é uma bruxa’; dez microcontos na antologia da Ed. Illuminare, ‘Diário de Lúcifer’ e um conto transformado em quadrinhos pela revista Contos Sinistros, ‘Não Chore papai’.

10 – Que dica você pode dar a nossos jovens escritores?

M. K. T.: A mesma dica que dou a todos que desejam ingressar do outro lado do universo da literatura: Leiam muito e leiam de tudo. Livros sobre temas diversos, revistas, jornais. Isso vai dar suporte às asas da sua imaginação.

Por hoje é só pessoal, espero que tenham gostado! Muito obrigado Marcio por ter aceitado a entrevista. Não esqueça de compartilhar esse conteúdo em suas rede sociais. Valeeeeu!

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Postado por Gabriel LyraPostado em sex/mar/2019

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